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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte

Todos gostam de ler alguma coisa "simples" de tempos em tempos. O meu mal é Harry Potter.

Li o primeiro por insistência do povo do Mundo da Leitura a uns 10 anos atrás. Pelo nome, pela capa, pelo tema, realmente achava que não iria gostar do livro. Sorte que contendo a minha resistência inicial li o dito cujo. Literatura rápida, meio simplista até. Mas muito gostosa entretanto.
Pronto, a senhora. Rowling havia me enfeitiçado. De lá para cá li todos os livros do "Oleiro maldito" e depois da ultima leitura que fiz, não tendo mais nada para ler  na casa de meus pais, resolvi reler o ultimo volume da série. Ter visto o ultimo filme no cinema há pouco mais de um mês ajudou na escolha também.

O livro em si é inferior aos meus dois prediletos da série (Prisioneiro de Azkaban e Príncipe Mestiço). Demora muito para engrenar e quando engrena parece resolver muitos problemas na base do Deus Ex Machina (não vou entrar em detalhes para não prejudicar um possível futuro leitor). Porém muitas soluções parecem aparecer de uma hora para outra e de forma meio, como direi, frustrante.

Tirando isso, é uma finalização decente para a história. Personagens não são poupados e a morte corre solta ali. Para um livro dito, infantil, é bem sanguinolento. As "cenas" de batalha em Hogwarts são bem excitantes assim como o início do livro com a fuga de Harry e a morte de uma velha amiga.

A edição segue o padrão da Rocco. Nada de excepcional . Entretanto desta vez o título não descasca na mão de quem lê.

Fica uma boa recomendação de leitura para quem não leu ainda. Talvez daqui a uns dez anos eu volte a le-lo novamente.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Restaurante no Fim do Universo

Reli mais uma vez o livro apenas para poder "resenha-lo" aqui no blog.

Novamente Douglas Adams nos presenteia com outra maluquice! E quando digo maluquice digo no bom sentido, afinal, um livro que leva os personagens de um lado para o outro simplesmente em explosões de uma hora para outra TEM que ser louco. O bom de tudo é que a acidez do primeiro retorna, multiplicada por um número MUITO, MUITO GRANDE. Quarenta e dois, digamos.

Desta vez os "nossos" heróis vão tentar descobrir afinal de contas do que Zaphod Beeblebrox estava atrás e porque ele deu um "curto circuito" no próprio cérebro antes de virar presidente da galáxia. Dai por diante visitamos a sede do Guia do Mochileiro das Galáxias e visitamos o tal restaurante que, se você ainda não entendeu, se encontra no momento final do universo. Local este que gera um dos maiores problemas dos viajantes temporais, o tempo verbal correto para descrever os fatos.

Conversas com vacas-suicidas-falantes, chegada de profetas, shows de rock interplanetários e a descoberta da verdadeira origem da humanidade pontuam fatos cada vez mais interessantes na história do sr. Adams. Devo dizer que, como já lí todos os livros uma vez, este é com certeza meu predileto. Não perde tempo explicando algumas coisas como acontece no primeiro e fica direto destilando seu veneno social. Uma leitura mais que recomendada!

A edição lida, 2º volume da sextante porém agora já com a capa "normal", segue o mesmo diagrama da anterior, por isto não vou perder tempo explicando os detalhes.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Não Entre em Pânico!

Tenho que confessar, desavergonhadamente, que tenho lido muito pouco.

Bem... Muito pouco seria errado. Ler eu leio muito o que não tenho lido são livros novos (tenho me repetido em livros "antigos" e revistas em quadrinho que acredito deverão ser colocadas neste blog)! Dito isto vamos a minha "última" leitura, "O Guia do Mochileiro das Galáxias".

Não é uma leitura trivial, eu diria. Não que seja complicado ou se utilize de metáforas complicadíssimas para entendimento. Muito pelo contrário o livro prima pela linguagem simples e descompromissada. Talvez seja pela sua origem, um programa de rádio que se transformou em livro (???) e posteriormente se tornou uma série  de televisão, filmes e outros "merchãs" dignos de George Lucas. A verdade é que não são todos que conseguem entender as referências (nada sutis, diria eu) as idiossincrasias dos relacionamentos humanos. E se você não consegue  entender isto realmente não vai achar graça em NADA no livro.

A história é simples:
Capa da edição
A terra foi destruída para a passagem de uma auto-estrada espacial ou algo do gênero(logo no primeiro capítulo então não me venham dizer que estou dando spoiler). Os golfinhos até tentaram nos avisar de havia algo errado mas suas tentativas foram interpretadas como uma cambalhota para trás e uma tentativa de assoviar o hino dos "US and A". Entretanto o único que conseguiu perceber que algo estava errado foi um alienígena que vivia na terra como ator desempregado (Ford Prefect) que por um acaso se afeiçoou bastante por um humano(Arthur Dent) que ele salva no último momento "pedindo carona" em uma nave Vogon (que os expulsa logo após uma sessão de poesias).

A partir daí graças ao gerador de improbabilidade infinita nossos "heróis" são salvos e postos em perigo em seqüências hilárias e reveladoras tudo em busca da pergunta cuja resposta é 42.

Entre revelações sobre o nível intelectual humano em comparação com outras duas espécies "nativas" e os últimos momentos de vida de uma baleia em Magrathea somos brindados com uma coleção de piadas rápidas e ácidas que lembram bastante Monty Python (só faltava no final de tudo vir um pé gigante e esmagar a nave coração de ouro).

A edição que eu tenho é da Editora Sextante e foi feita na época do lançamento do filme por isto usa o cartaz do mesmo como capa. Simples porém honesta. Comprei todos os outros volumes juntos então aguardem as resenhas seguintes (irei atualizar este post para colocar o link direto de um para o outro assim que for relendo os volumes).

[Incluído em 23/11/2010]
O Restaurante no Fim do Universo (ou O Guia do Mochileiro das Galáxias 2)